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Capstone: do código à produção

O checklist "production-ready"

"Funciona" não é "está pronto para produção"

Um app pode funcionar perfeitamente no seu notebook e ser um desastre em produção: sem HTTPS, com a senha do banco de dados no repositório, sem nenhuma forma de saber se ele caiu. Antes de abrir a porta a usuários reais, revisa-se um checklist de condições inegociáveis.

O checklist

  1. Testes na CI. A suíte passa de forma automática a cada mudança. Se está em vermelho, nada é implantado.
  2. Segredos fora do repo. Chaves, tokens e senhas vivem em variáveis de ambiente (ou um gerenciador de segredos), nunca no código nem no Git. Um segredo comitado é considerado vazado para sempre.
  3. HTTPS. Todo o tráfego vai criptografado. Servir credenciais por HTTP puro as expõe a qualquer um na rede.
  4. Logging. O app registra o que acontece (requisições, erros) para poder diagnosticar incidentes depois, sem ter que reproduzi-los às cegas.
  5. Health check. Um endpoint (/health) que responde se o app está vivo. O orquestrador e o monitoramento o consultam para decidir se reiniciam ou alertam.
  6. Backups. Cópias de segurança testadas dos dados. Um backup que nunca foi restaurado não é um backup: é uma esperança.
  7. Monitoramento e alertas. Métricas (latência, erros, uso) e alertas que avisam uma pessoa quando algo sai do normal, idealmente antes que o usuário sofra com isso.

Por que cada ponto importa

Sem testes na CI    → você faz deploy de bugs sem perceber
Segredo no repo     → qualquer um com acesso ao código entra nos seus dados
Sem HTTPS           → as credenciais viajam em texto puro
Sem logging         → uma falha em produção é um mistério sem pistas
Sem health check    → ninguém sabe que o app caiu até que um usuário reclame
Sem backups         → uma exclusão acidental é definitiva
Sem alertas         → você fica sabendo do incidente pelo Twitter, não pelo seu painel

Pronto quando tudo está verde

A regra é simples: o app está production-ready quando todos os pontos do checklist são cumpridos. Se falta um, ele fica bloqueado até resolvê-lo. No capstone você escreverá uma função avaliarChecklist(estado) que aplica exatamente essa regra: lista o que falta e decide se pode ser implantado.

Este é o fim da trilha: você não constrói mais uma única peça, e sim o sistema completo e a disciplina que o levam à produção e o mantêm vivo.

Coloque isto em prática

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